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Archive for fevereiro \25\UTC 2012

Looking for God.

Poderia ser ignorado se fosse originario de apenas UMA noite mau dormida. Mas são meses, anos.
Um verdadeiro nó entalado, no meio da garganta.
Quando perguntada, vestia a máscara do teatro e dizia: “Acho que estou com cachumba, por isso a protuberancia.”
A Paciência nunca gostou muito de mim. Ela diz que eu sou muito ansiosa e que me sacudo muito. Eu faço com que ela se desconcentre , a impedindo de atingir o nirvana.
Sabe o que é? Desde o jardim de infância, eu e a Melancolia somos melhores amigas.
Nós temos um vinculo afetivo desses de dar inveja.
Toda vez que eu tento esquece-la e me bandiar para a “galera” que é amiga da Felicidade, ela abre o portão de casa, vai entrando sem pedir licença, acende seu cigarro mau-cheiroso e vai logo se esparramando na poltrona enquanto diz, com desdem:

-Quer dizer que você vai me esquecer? Tudo bem. Não dou três dias para você voltar chorado, implorando para eu voltar a ser sua “best friend”.

E eu aprendi, com esses meus encardidos 20 anos de vida, que ela sempre tem razão.

Eu sempre volto, porque , como disse a Paciência em um dos seus chatos sermões, “eu não espero as coisas funcionarem. Acho que tudo sempre tem que ser para ontem!” e a vida, requer tempo.
De uma lista interminavel de defeitos, tem um em particular que faz com que as coisas se mantenham na mesmice.
Insisto em me ver na pele dos outros.
E cá estou, depois de ler dois livros- ao mesmo tempo- em menos de dois dias, chorando e pensando “Que P#$&* eu estou fazendo da minha vida?!?!?!”
Abandonei minha cama de molas, meus travesseiro cheirando à sol e decidi me mudar pro chão. Com a cara afundada em uma poça de muco e lágrimas.
Nunca gostei de dançar. Mas parece que meu corpo tem um ritmo proprio . Ele se sacode violentamente a cada soluço, criando um padrão. Não é uma coisa muito bonita de se aplicar em uma salão ou em uma pista de alguma festa descolada.
No final, eu sempre caio no sono, agarrada no meu proprio corpo implorando:

“Deus, por favor, me dê força”

Eu queria ter a força de uma das personagens de um dos livros lidos, queria ter a coragem , de lutar contra esse tsunami de fantasmas que remodelam minha personalidade, me tranformando em um monte de entulhio poerento que passeia de madrugada pela casa, gemendo, se lamuriando.

Eu queria ter grana o suficiente para fazer como a outra personagem do outro livro lido, e ir pra Itália me intupir de comida e depois ir aprender a rezar, descobrir o equilibrio e assim, finalmente me curar.
Porque toda essa dor é uma doença.
Não existe coração que aguente esse parasita bestial que inssiste em cravar suas garras afiadas na minha alma, urrando, querendo sangue, querendo lágrimas.

No final, exausta, eu lavo o rosto, visto um jeans, calço meus tenis surrados e faço de conta que está tudo bem.
Saiu pro mundo com a vontade secreta de me trancar debaixo de algum cobertor.

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