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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

A Storm is coming

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Os tempos são outros, e junto com suas novas regras surgem novas esperanças.
Mas ela nasce e se espalha como veneno em suas veias apenas porque eles permitem. É um trabalho a menos a se fazer, afinal, a esperança que nasce quando não se tem saída é apenas mais uma doença virulenta, uma epidemia que  elimina todos as barreiras que surgem no caminho deles.
Quando foram comunicados do que estaria por vir, foram instruídos a melhorarem ainda mais suas habilidades, afinal, cada civil que sequer pensasse demais, se tornaria um alvo.
Ela passou pelos exames de ‘fidelidade’, fingindo não ter o efeitos colaterais que tem.
Acorda toda noite com insights de sua outra vida. A verdadeira.
Mas já viu o que acontece com aqueles que revelam seus problemas. Sua unica saída é continuar na escuridão, seu berço e habitat natural.
Continua interpretando seu papel até que consiga preencher todas as lacunas que essa história tem. Até que consiga encontrar o caminho de volta e descobrir quem de fato é, ou era.

Sente um arrepio, puxa a gola do casaco para cima e continua caminhando.
Os tempos são outros e agora, as ruas se tornaram terras de ninguém onde qualquer coisa que se mova vira alvo.

Mas agora não é hora de temer, o medo apenas virá depois.
Agora é hora de renascer, lutar e … vencer.
Se não funcionar, foi uma luta em vão.

 

 

 

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Você tinha dois caminhos à sua frente, e como todo e qualquer outro ser, tinha que eleger um como o correto.
Diferente do que aparenta, não havia pressão e nem ameaças. Tinhas o direito de refletir, de pesar os prós e contras.
De sonhar repetitivamente com todos os “E Se… Mas e SE de novo…”.
Não cabe a mim, mera observadora e disseminadora dos fatos, que fica em sua mente, relatando de forma pré-cronista seu dia-a-dia, julgar o que te levou a escolher o caminho que escolheu, ou o porque esta escolha foi tão rapida.
(Alguns, mais ferinos, diriam que foi tua dor, teu desespero que te fez ser tão impulsiva.)
Se bem se lembras, foi gentilmente apresentada para essa nova realidade utopica onde, tudo o que não tinhas e que não eras, tudo o que não tinhas feitos em sua pacata e sombria vida, aqui, estavam enraizados em todos os teus passos.
Aqui, a sombra não obscurece tua alma. Aqui, você se tornou a propria sombra, desfrutando assim, de todas as maravilhas de uma vida livre de observações.
O preço, para sermos apenas um pouco redundantes, se te lembras, era prestar serviços que , levando em consideração as tuas novas habilidades, era “mamão-com-açucar.”

Comico ainda te lembrares de uma expressão que aqui, nesta tua vida nova, nem sequer existe.

Estás feliz. As diferenças já quase não te incomodam mais, porem, esta manhã, sem nenhum pensamento ou motivo aparente, sentistes uma lágrima aventurar-se pelos contornos do teu rosto.

Deve ter sid espantoso se deparar frente a frente com o ato falho que a engolia na sua vida anterior. Tristeza?
Vazio?
O que te falta aqui? O que é tão importante agora, que tanto te consome, que quando foi fazer tua escolha nem se quer foi levando em consideração?

O desespero de tentar mudar e se livrar do peso de uma vida de marcas fez com que se esquece que .. tinhas alguem esperando que tu voltastes. E logo.

Mas… quem era mesmo esta alguem?!
Antes que tua mente faça conexões ou entre em um colapso, o telefone toca.

“Tens uma nova tarefa, soldado!”

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A complicação na verdade é ilusória. Tudos os passos são bem simples.
Você não se lembrara do antes. Quando teus olhos se abrirem novamente, o mundo que te cerca, não será mais o mesmo.
É um misto dos principios filosoficos com os ciêntificos, salpicados de ideias revolucionárias da física.
Nada é mais igual. Você está em uma outra realidade.
As escolhas que você fez na sua vida “anterior” não fazem parte desse universo paralelo.
Se olhe bem no espelho, este seu novo EU, é na verdade o VOCÊ que assumiu todas as escolhas que você descartou no outro “mundo”.
Os caminhos que você não seguiu lá, você tem tatuado em sua mente aqui.
Lá, você vive algemado as leis e ao medo, aqui, você se torna o medo do teu inimigo.
Aqui, você é o balanço, a justiça.
Se antes teus passos eram despreocupados e , a cada tropeço, chamavas a atenção, aqui, você desliza pelas sombras, se fazendo invisivél.
Você é um fantasma. Suas glórias são descartadas logo no primeiro segundo pois,bem.. “você tem uma nova tarefa soldado.”

Seus reflexos são aguçados e você se movimenta com leveza, mas com muita determinação.
Teu corpo é definido e acustumado a qualquer tipo de sofrimento.
Aguentas a dor, as temperaturas extremadas e , aqui, teus sentimentos não interferem nas tuas “missões.”

Se lá você era um mero ser, vitimado pela sociedade opressora , aqui, você é livre e o dono do mundo!

Esclarecido essa pequena cláusula, cabe a você responder: O quão boa tua mira é e , és rápido no gatilho?

….

“Parabéns soldado”.

 

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You breathe , don’t you?

Existia antigamente uma certa ansiedade pelo amanhecer.
Deixar com pesar a cama que acabava de finalmente se tornar confortavel, para enfrentar a claridade irritante nos olhos ainda cansados. Mascarar as olheiras, permitir que uma boa quantia de ar frio invada seus pulmões manhosos.
Para não se permitir cair no marasmo ao longo do caminho, ia contornando as nuvens que, sempre atarefadas , apresentavam seus passos com destreza. Era hora de sair – com classe- de cena para permitir que o rockstar desejado subisse ao palco. O sol.
Existia uma beleza em ver o sol nascer, colorindo o céu acizentados com seus arranhões adolescentes de laranja,marrom,amarelo,vermelho e as vezes, quando o frio e a neblima eram muito inssistentes, lilás.
Era como se sua mente , ainda caminhando entre o sonho e o real, desenhasse involuntariamente um novo horizonte de acordo com o que te aguardava ao longo do dia. De acordo com suas expectativas.

Pegue um atalho para chegar mais perto das tintas que tanto inspiravam as pessoas matinalmente,mas… me perdi.
Todas as manhãs, caminho tropega na mesma floresta musguenta, e escura.
Não há cores que não o breu.
Não há passos senão os de teus fantasmas, que teimam em gragalhar em teu peito todas as tuas dores e irracionalidades.

Com as mãos tremulas, esfrego meus olhos, quase como que ameaçando-os a voltarem a enxergar todas aquelas cores que me motivavam.
Mas, por alguma razão o mundo me pôs de castigo. Me expulsou de sua casa e agora não sou nada mais do que uma viajante nas sombras aguardando por redenção.

Me disseram que o mundo é cruel, mas , mesmo sem saber o que fiz para ele, acho que ele é apenas ….. rancoroso.

Sinto falta de respirar sem precisar fazer desse ato algo calculado e sofrido, carregado de reflexões e lembranças pesarosas.

 

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O tempo não sai de férias só porque você sofre de algum tipo de incapacidade para tomar uma decisão.
O relogio é amigo daqueles que já estão despertos antes mesmo do despertador esgoelar.
Quem é previnido não acorda no susto!

Eu vejo todas as mascaras e sei direitinho como criar as situações perfeitas para que elas escorreguem, te fazendo entender, sutilmente, que eu sei teus segredos e sei , melhor do que você mesmo, quem tu és!

Mentalmente, repasso o plano e as rotas de fuga memorizadas na noite passada. Essa sensação de controle sobre o incontrolavel é o que torna tudo muito mais emocionante.
Adrenalina . Batidas descompassadas de um coração sedento.
Eu tenho uma besta dentro de mim, sedenta por sangue e aventura, que não pode ser controlada.
Ela sabe como encobrir meus passos e minhas armadilhas, por isso, a ousadia anda sempre de mãos dadas comigo.
Por isso essa fantasia holiwoodiana de que vivemos perigosamente virou um mantra. Um segredo que torna as horas entediantes muito mais bem gastas.

Afinal, nem tudo é descartavél.
Afinal, nem todo mundo é o que realmente diz ser ou o que realmente pensa que é.

A questão é: Qual vai ser seu proximo movimento?
ou ainda: Como você pretende percorrer o tabuleiro e se manter livre das miras ao mesmo tempo?

 

Eu?
Desisti de lutra contra o jogo.
Vesti a máscara e …. seja o que tiver que ser.

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Som do post – http://www.youtube.com/watch?v=BetvInNSh0o&feature=related

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Looking for God.

Poderia ser ignorado se fosse originario de apenas UMA noite mau dormida. Mas são meses, anos.
Um verdadeiro nó entalado, no meio da garganta.
Quando perguntada, vestia a máscara do teatro e dizia: “Acho que estou com cachumba, por isso a protuberancia.”
A Paciência nunca gostou muito de mim. Ela diz que eu sou muito ansiosa e que me sacudo muito. Eu faço com que ela se desconcentre , a impedindo de atingir o nirvana.
Sabe o que é? Desde o jardim de infância, eu e a Melancolia somos melhores amigas.
Nós temos um vinculo afetivo desses de dar inveja.
Toda vez que eu tento esquece-la e me bandiar para a “galera” que é amiga da Felicidade, ela abre o portão de casa, vai entrando sem pedir licença, acende seu cigarro mau-cheiroso e vai logo se esparramando na poltrona enquanto diz, com desdem:

-Quer dizer que você vai me esquecer? Tudo bem. Não dou três dias para você voltar chorado, implorando para eu voltar a ser sua “best friend”.

E eu aprendi, com esses meus encardidos 20 anos de vida, que ela sempre tem razão.

Eu sempre volto, porque , como disse a Paciência em um dos seus chatos sermões, “eu não espero as coisas funcionarem. Acho que tudo sempre tem que ser para ontem!” e a vida, requer tempo.
De uma lista interminavel de defeitos, tem um em particular que faz com que as coisas se mantenham na mesmice.
Insisto em me ver na pele dos outros.
E cá estou, depois de ler dois livros- ao mesmo tempo- em menos de dois dias, chorando e pensando “Que P#$&* eu estou fazendo da minha vida?!?!?!”
Abandonei minha cama de molas, meus travesseiro cheirando à sol e decidi me mudar pro chão. Com a cara afundada em uma poça de muco e lágrimas.
Nunca gostei de dançar. Mas parece que meu corpo tem um ritmo proprio . Ele se sacode violentamente a cada soluço, criando um padrão. Não é uma coisa muito bonita de se aplicar em uma salão ou em uma pista de alguma festa descolada.
No final, eu sempre caio no sono, agarrada no meu proprio corpo implorando:

“Deus, por favor, me dê força”

Eu queria ter a força de uma das personagens de um dos livros lidos, queria ter a coragem , de lutar contra esse tsunami de fantasmas que remodelam minha personalidade, me tranformando em um monte de entulhio poerento que passeia de madrugada pela casa, gemendo, se lamuriando.

Eu queria ter grana o suficiente para fazer como a outra personagem do outro livro lido, e ir pra Itália me intupir de comida e depois ir aprender a rezar, descobrir o equilibrio e assim, finalmente me curar.
Porque toda essa dor é uma doença.
Não existe coração que aguente esse parasita bestial que inssiste em cravar suas garras afiadas na minha alma, urrando, querendo sangue, querendo lágrimas.

No final, exausta, eu lavo o rosto, visto um jeans, calço meus tenis surrados e faço de conta que está tudo bem.
Saiu pro mundo com a vontade secreta de me trancar debaixo de algum cobertor.

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